terça-feira, 22 de outubro de 2013

Quanto Tempo Eu Levei para me Estabilizar Financeiramente

Essa semana eu recebi um e-mail que me fez pensar muito em tudo que nós (meu marido e eu) fizemos aqui em Israel.

Obviamente que eu não vou postar o nome de ninguém aqui, mas ele me fez algumas perguntas e uma delas especificamente me fez observar certas coisas que até então eu ainda não havia  prestado atenção.

Eu pensei em escrever sobre o assunto, mas acho que postar a pergunta e a resposta, vai ficar mais interessante e mais honesto, afinal é exatamente o que eu penso sobre o assunto:

A pergunta foi:

Em quanto tempo você se estabilizou em Israel no sentido financeiro e pessoal? 

Não sei se houve um momento em que eu olhei para mim e falei, agora estou estabilizada financeiramente. Mas eu acho que essa estabilização aconteceu mais ou menos quando nós compramos o nosso gato. Nesse momento a gente já tinha nossa casa montada, já tínhamos nossa vida plenamente estabelecida em todos os aspectos. 


Nós conseguimos pesquisar os gatis da raça dele na internet e tratar com as pessoas por telefone, tudo em hebraico, ainda não era o melhor hebraico do mundo, mas já funcionava bem. 


Comprar um bicho ainda mais caro como ele, é algo que só se faz com a vida muito tranquila, demos 2500 shekels no nosso gato. Fora um monte de outras coisas que você acaba tendo que comprar junto. 


Nesse momento nós sabíamos que Israel era definitivo e acho que comprar o nosso gato foi o nosso primeiro ato de estabilização, pelo menos que me ocorra agora. Nós compramos ele exatamente em novembro de 2010, estávamos há 1 ano e 4 meses em Israel.


Oxford, nosso parceirinho há 3 anos. =^.^=
Agora, não sei exatamente o que você quer dizer com estabilização pessoal. Minha estabilização como ser humano em Israel, quando eu  me senti parte do país acho que foi quando eu saí do Merkaz com 6 meses de Israel. 

E quando eu senti que o país era parte de mim acho que quando meu hebraico ficou pleno e quando eu vim morar em Nazareth. Aqui eu me achei totalmente e aqui eu passei a ter o mesmo tipo de vida social que eu tinha no Brasil. Eu mudei para cá com 1 ano e 10 meses de Israel, então eu diria que minha estabilização total levou uns 2 anos.

Hoje, no dia a dia, eu nem me lembro que não nasci aqui, de verdade mesmo.

Isso foi o que eu respondi para ele. Só que eu acho que eu fiquei devendo a explicação de como eu fiz e por que eu fiz?

É interessante quando a gente pensa em datas e números porque os primeiros meses em Israel foram muito cansativos e me pareceram muito longos e demorados, mas hoje olhando para trás eu vejo como tudo aconteceu de maneira rápida.

Com sinceridade, eu não acho de maneira nenhuma que a minha história seja exemplo para ninguém, as pessoas têm as suas próprias experiências e fazem suas escolhas com base nas suas necessidades pessoais. 

Eu tenho posicionamentos muito radicais em relação a uma série de coisas. Estudar hebraico exageradamente e não ter amigos brasileiros são dois desses posicionamentos.

Tudo bem, eu admito que hoje eu conheço algumas meninas brasileiras aqui em Israel, que eu conheci através do blog, que são pessoas super legais e com quem eu falo pelo facebook, mas não muda a péssima experiência que eu tive com Brasileiros em Israel lá no começo e não muda o fato de eu achar que se eu tivesse " me escorado" em meia dúzia de brasileiros quando cheguei não acho que eu teria conseguido tudo que eu consegui tão rapidamente, ao menos eu não tinha ninguém para me tirar o foco dos estudos e nem para viver falando mal de Israel o tempo todo.

Acho que as pessoas se acostumam a perguntar tudo, onde vende isso, como eu faço aquilo, será que você pode ir comigo em tal lugar? Isso pode até ser uma ajuda imediata, mas te prejudica e muito a longo prazo. 

Que raio de pessoa é você que precisa estar cercado de gente com a mesma procedência que você? O que vocês são "Robôs made in Brazil" que só funcionam junto com os da mesma série? Mudar de país exige muita coisa e uma delas é esse "desapego tribal". 

Se deem ao direito de conhecer gente nova com pensamentos novos. Pedir e perguntar vicia e o que é pior te vicia em gente que muitas vezes sabe tão pouco ou menos que você. Ser do Brasil e estar alguns anos em Israel não qualifica ninguém a saber mais do que você, então por que confiar na resposta de alguém? Por que não tentar descobrir sozinho as suas próprias respostas? Aprendam a fazer as coisas sozinhos. Seja o que for, só é necessário aprender uma vez.

E ter conhecido algumas pessoas legais do Brasil no meio de um monte de gente pouco interessante (para usar uma expressão suave. rsrs) só reforça o que eu vivo repetindo, inclusive aqui no blog mesmo: "Amigo se escolhe por afinidade e não por nacionalidade". 

41 comentários:

  1. Espero que não recebas como bajulação. Sua habilidade para escrever torna suas crônicas interessantes mesmo em assuntos que poderiam ser tidos como banais se tratados de forma superficial. Já pensou em escrever um livro ? De repente, poderá servir de ajuda para os próximos brasileiros que certamente irão para Israel, ou para os que já estão por aí acharem o caminho que precisam para se "situarem". Digo isso pois acredito que muitas vezes é preciso só uma palavra, uma conversa ou uma indicação para que muitos "perdidos" ou "equivocados" se encontrem e, muitas vezes, estes não encontram essa luz. Se mantiver essa leveza na escrita, essa sinceridade e essas dicas, creio que terá sucesso garantido. Se para mim que estou no Brasil, são bastante úteis para formar uma ideia um pouco mais clara do que seria viver em Israel, imagina para quem já está aí... Li alguns livretos para guiar viajantes que, em comparação ao seu blog, deixam muito a desejar e acredito também, que você ainda tem muito mais histórias para contar. Fica a minha observação e sugestão. Sem mi,mi,mi. rs

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    1. Olá Robson,

      Claro que não vou levar como bajulação.

      Então, o que eu mais tento é "salvar algumas almas do purgatório" rsrs.

      Tento dar o caminho das pedras, torço de verdade para que as pessoas se acertem aqui em Israel em empregos qualificados, respondo tudo que eu sei, o que eu não sei muitas vezes eu pesquiso para responder, mas não adianta, as pessoas tem o péssimo hábito de optar pelo caminho mais fácil que normalmente conduz a via errada.

      Volte daqui umas horas ou amanhã para ver o tanto que vão me xingar. rsrs. Fazer o que?

      Sim eu penso em escrever profissionalmente, mas não sobre Israel. Apesar de que talvez um dia, quem sabe? De qualquer forma não é um projeto para agora, a não ser que eu tivesse uma proposta de uma editora, por minha conta e risco eu não faria agora não.

      Abração e muito obrigado pela sua opinião. Sempre ótima de ler.

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  2. Oi, Yaheli, acredito que foi bem rápido pra ti se estabilizar aí, é tudo questão de esforço e a pessoa realmente saber o que quer, talvez este costume de perguntar e pedir tudo seja meio cultural daqui, né? é a lei do menor esforço, é o não querer ir atras, com garra pra conseguir daí fica mais fácil perguntar e pedir, por isso muitos voltam, outros ficam mas falam mal, é bem coisa de Brasil. A verdade é que pra morar em outro país em primeiro lugar tem que ter objetivo bem claro e foco no que quer se não , não rola mesmo, Como sempre, ótimo post pra fazer pensar e analisar se somos o bastante independente para morarmos fora do Brasil e longe de amigos e família> Beijos. Carmen.

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    1. Será Carmen? Será que o brasileiro é assim? Não sei, porque as pessoas com as quais eu convivi na vida não eram ou ao menos eu nunca reparei. É talvez você tenha razão, talvez seja um problema cultural para a maioria das pessoas. Fiquei triste!

      Mas enfim, o que se há de fazer, né?

      Beijo enorme.

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    2. Eu acho que a Carmem tá certa, eu mesmo já tinha te falado algo parecido com isso.

      O brasileiro em geral tem se tornado cada vez mais dependente dos outros (amigos, familiares, governo, etc) e digo que não é uma ajuda temporária que eles querem, a intenção é se "encostar" em algo que dê moleza mesmo.

      Lamentável, mas é a triste realidade.

      Por favor, depois quando puder veja o que escrevi no post das promoções, se os preços são o que estou pensando mesmo.

      Shalom;
      Gabriel

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    3. É verdade, você já tinha falado, mas sei lá, às vezes a informação bate diferente. Só sei que fiquei triste perceber que vocês estão certos.

      Enfim, te respondi lá nas outras duas.

      Abração

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  3. Shalom Yaheli, gostei desse post, me fez pensar certas coisas ... sem contar que sinto coisas diferentes ... me sinto voltando pra casa ... dificil explicar difícil entender.
    Bom, e o Oxford como cresceu hem, muito fofo, parabéns.
    Gabriel

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    1. Eu também tinha essa sensação de estar voltando para casa e para dizer verdade hoje tenho a sensação de ter sido acolhida em casa. Verdade!

      E concordo, o meu bebê é muito fofo!!! rsrs :)
      Abração

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  4. Yaheli leio sempre (ok quase todo dia rsrs) o que escreve e esse seu post foi fantástico pela clareza e sinceridade que escreveu e fiquei um pouco curiosa e quando puder divida algumas experiencias negativas com brasileiros aí para entendermos melhor essa transição de um país p outro e confesso seu blog tá me deixando viciada além claro de ser pelo fato q amo ISRAEL de tds motivos q posso enumerar o principal e de q desde dos 7 anos ao abrir um livro sobre história me deparei com a rápida descrição desse país e lá se vão 28 anos quem sabe um dia piso por essas terras . beijos e parabéns o blog é mt bacana .

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    1. Olá Micheline, tudo bem?

      Fico feliz que goste do blog e de Israel.

      Então, com relação aos brasileiros não é que eu tenha um monte de história para contar sobre essa ou aquela pessoa, é o comportamento em si dos brasileiros que eu conheci (tanto online como na vida real) que me incomoda, a dependência de estar sempre com alguém que fale português ou espanhol que é mais fácil de achar por aqui, o fato de como encaram as situações da vida, como se tivessem vindo para Israel por obrigação, sempre se colocando na posição de vítima e o pior as soluções de m... que encontram para resolver problemas do dia a dia, sem falar nessa saudade exagerada que sentem das coisas do Brasil, coisas que muitas vezes as pessoas nem consumiam frequentemente quando estavam no Brasil.

      Acho que é por aí, não estou generalizando a todos os brasileiros espalhados pelo mundo, nem todos de Israel, apenas os que eu conheci em sua grande maioria.

      Mais ou menos eu já falei sobre isso aqui no blog, não lembro onde, mas tem por aí. rsrs

      Bjs. :)

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  5. Muito legal seu post, Yaheli. Apesar de vc não ter se aprofundado muito naquilo que o titulo indicava, a questão financeira, que na verdade, na minha opinião, não diz respeito a ninguém, mas com certeza tem um peso importante para a adaptação em qualquer lugar que seja, vc conseguiu passar a ideia do que eh se sentir em casa num lugar tão diferente do seu pais de origem.
    Não sei se já falou sobre isso ou se tem interesse em falar, mas gostaria de saber qual foi sua maior motivação em procurar Israel para morar e quais eram as suas reais expectativas em relação ao pais. Quais delas se confirmaram e quais vc vê hoje que eram surreais?
    Pelo que eu pude perceber vcs não tem ninguém da família ai com vcs. Vc acha que a presença de familiares pode contribuir negativamente em algum aspecto com o processo de adaptação?
    Para vc não se sentir muito "anti-bairrista" gostaria de lhe dizer que vc não eh a única pessoa em Israel que optou em se afastar de brasileiros. Tenho a impressão de que realmente existe um grupo de pessoas que saíram do Brasil por descontentamento e achavam que encontrariam em Israel o refugio ideal, com as "vantagens" oferecidas inicialmente e que não fizeram esforço em caminhar pelas próprias pernas. Obviamente isso não acontece só com brasileiros, mas acho que o brasileiro tem por característica um certo orgulho-próprio baseado nessa sociedade tão cheia de "níveis" em que nos adaptamos e acaba se fechando para experimentar uma nova maneira de encarar a realidade. O que vc acha?
    E já que estamos falando de brasileiros, em relação ao Brasil, existem coisas daqui que te fazem falta, exceto família e amigos, obvio! Quais as coisas de que vc mais tem saudades?
    Um beijao!

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    1. Oi Patti,

      Mas eu respondi. A proposta do post é falar sobre tempo e não sobre valores. Tempo é uma coisa palpável, 2 anos são 2 anos, mas valores são relativos. Quanto é necessário para alguém se sentir estabilizado financeiramente é um conceito relativo, varia de pessoa para pessoa. Família com filhos, sem filhos, não dá para eu estipular um valor.

      Motivação e expectativas em relação a Israel? Meu Deus isso é uma história tão longa e para dizer a verdade nem sei se eu me lembro quais eram as minhas expectativas, mas te garanto que muita coisa que eu achava foi completamente diferente, será que eu consigo fazer um post sobre isso que fique menor que um livro? rsrs. Acho que valeria a pena! Vou tentar, sem me expor muito, se é que isso é possível

      Aqui em Israel somos só eu, meu marido e meu gato. Acho que família é sempre uma faca de dois gumes. Depende de como você lide com eles. Pai e Mãe é uma coisa, sogros são outra, então não sei, é uma experiência que eu não tive aqui.

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    2. "Tenho a impressão de que realmente existe um grupo de pessoas que saíram do Brasil por descontentamento e achavam que encontrariam em Israel o refugio ideal, com as "vantagens" oferecidas inicialmente e que não fizeram esforço em caminhar pelas próprias pernas. Obviamente isso não acontece só com brasileiros, mas acho que o brasileiro tem por característica um certo orgulho-próprio baseado nessa sociedade tão cheia de "níveis" em que nos adaptamos e acaba se fechando para experimentar uma nova maneira de encarar a realidade. O que vc acha?"

      Concordo 100%, nada a acrescentar, perfeita sua colocação, perfeita mesmo!!!

      O que eu sinto falta do Brasil? Meu pai e minha mãe não vale, né? rsrs. Então, acho que nada!

      É sério, a maioria das coisas tem aqui, frutas, café, pão de queijo eu aprendi a fazer, que era a única coisa que a gente tinha vontade de comer do Brasil.

      Eu até diria música, mas a música brasileira está um lixo, só gosto das antigas mesmo e música a gente baixa da internet.

      Não sei, cada dia que passa lembro menos das coisas do Brasil, se não fosse o facebook e a internet de um modo geral acho que nem das paisagens eu me lembraria mais.

      Eu sinto mais falta de coisas da Bolívia e do Paraguai (principalmente do Paraguai) da época que eu morei lá do que do Brasil. Mesmo assim não é uma dor que me torture, apenas tenho boas lembranças de lá.

      A única coisa saudosista que eu faço é ouvir as rádios do Paraguai que eu tenho num app no iphone (mas já deve ter uns 2 meses que não ouço). Tv e rádio do Brasil eu não vejo/escuto, a não ser quando acontece alguma coisa e no Reveillon.

      A última vez que conectei algo do Brasil acho que foi quando teve aquela tragédia em Santa Maria, RS. Que aliás serviu para eu ver como está ruim a qualidade do português usado nas tvs do Brasil.

      A linguagem dos jornalistas chega a ser infantilizada, isso me chocou profundamente na época, porque realmente não era assim.

      A gente se acostuma e se desacostuma com tudo. Muito tempo fora do Brasil, os hábitos simplesmente mudam.

      Beijão

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    3. Quem está no Brasil não nota esse tipo de incidente -- como a deterioração do português na TV. É isso mesmo que tu sentiste?

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    4. Olá Shlomo,

      Foi sim. Eu noto que as construções estão muito pobres e que muitas palavras estão sendo usadas de maneira errada.

      Por exemplo, uma palavra que eu escutei muito foi repercutir.

      Desde que eu me entendo por gente você diz que algo repercutiu em algum lugar, no sentido de algo teve eco em algum lugar, teve reação, motivou outra coisa enfim, mas não existe dizer, "repercute essa informação aí com ele" no sentido de comenta aí com ele. Mas é assim que estão usando no Brasil e isso com várias palavras, essa é só um exemplo que me ocorre agora.

      Outra coisa é a linguagem, a última vez que eu assisti algo da tv do Brasil foi quando teve os primeiros protestos por causa do aumento nas passagens, tanto é que eu escrevi sobre isso aqui blog.

      Me lembro claramente de uma matéria em que um jornalista mostrava o centro do Rio totalmente depredado e dizia "eles jogaram muitas pedras aqui, olha só, tá tudo furado ali" Agora me diz, isso é texto de um jornal da globo? Passou no RJTV e no Jornal Nacional.

      Mas não é só da globo não, a Band Também,os textos são de chorar, parece que fazem os jornais para crianças de 5/6 anos entenderem.

      Eu tenho 34 anos, eu sou da época que e a gente levava recorte de jornal para escola para aprender a ler e escrever. Para ter noção de como é um texto polido e bem escrito. Lamentavelmente hoje isso virou história.

      Abração.

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  6. Yaheli,
    Concordo com o comentário inicial, feito pelo Robson,:
    VOCÊ PRECISA ESCREVER UM LIVRO SOBRE SUA EXPERIÊNCIA EM ISRAEL.
    A forma como você escreve é diferente de tudo, você consegue demonstrar amor por Israel, esclarecer fatos e detalhes com simplicidade e eficiência, sem a preocupação de agradar ou desagradar quem que que seja. O Seu compromisso é com os fatos.
    Você nasceu para escrever, não prive a humanidade desse seu maravilhoso talento.

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  7. Shalom Yaheli.
    Mazal Tov passou das 160 mil visualizações !!!
    Muito obrigado por ter respondido as minhas perguntas.

    Agora vai aqui uma informação, que tem mais com o post anterior, mas vamos lá:

    Ha um tempo atrás circulou uma história de que o nosso frango aqui no Brasil vinha com gelo embutido dentro da carne.

    Como fazem isso? Injeta-se água no frango e em seguida bota pra congelar. Quando você chegava em casa, o franguinho soltava "aquela" água ao descongelar, além de ficar com a carne mais dura.

    Dizem que aprenderam isso com os chineses.

    Essa discussão envolveu até o governo e a desculpa dada é que isso é necessário pra se conservar o frango, mas outros disseram que era um artifício pra se vender "gelo" caro e aumentar o lucro e viabilizar promoções.

    Ao que me consta um tempo depois, houve um acordo aonde o governo fixou um limite máximo que podia se injetar de água no bichinho.

    Bom hoje em dia muitos dizem que essa história toda foi exagerada, outros dizem que era um boato e que gelo no frango é uma mentira.

    Mas é inegável ainda hoje a quantidade de água que o frango solta quando descongelado aqui no RJ e o frango de promoção costuma ter a carne mais dura mesmo apesar de estar dentro do prazo de validade.

    Ai bateu uma curiosidade, já escutou essa história ai em Israel?
    O frango ai tem a carne macia?
    Sai muita água quando descongela?
    E a carne de peru ai é muito popular? Tem ideia do preço do kilo?
    E qual o preço do kilo do frango sem ser na promoção?

    Toda raba;
    Gabriel

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    1. Não, eu já deveria ter falado sobre isso no post da carne, não lembro, mas acho que não falei.

      No Brasil não existe carne fresca, só congelada (carne no sentido genérico, frango, porco etc). Mesmo quando vc compra lá, carne resfriada ela está resfriada ali, mas quando chegou ao supermercado ela estava congelada.

      Aqui é diferente. Carne resfriada é porque nunca foi congelada.
      E sim, frango aqui é super macio, peito de frango cru chega a desmanchar na mão, pode perguntar a qualquer pessoa que more aqui.

      Não sai água nenhuma da carne aqui, nada, zero.

      Na carne congelada quando tem água acrescentada vem o percentual, acho que o limite máximo permitido é 10% (isso é padrão mundial). Mas diz na embalagem qual o percentual, de água que foi introduzido na carne.

      Mas a carne é macia, o que vc percebe é a diferença de sabor da carne fresca para a congelada e aqui a carne congelada é mais barata.

      Mas não sai muita água quando descongela, tanto aqui, quando a gente descongela no microondas, dá para descongelar usando um prato normal e não vaza água, diferente do Brasil que você precisa botar num recipiente mais fundo.

      No Brasil todas as carnes têm o mesmo sabor porque todas são congeladas. Em compensação carne aqui não dura nada, nem na geladeira e nem se vc congelar, a vida é curta.

      É sacanagem colocarem muita água na carne igual fazem no Brasil, mas é fato, ajuda a conservar a carne, isso se é que eles não colocam algo a mais. Porque carne, frango etc, no Brasil dura infinitamente mais que aqui.

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    2. Ah, o frango no preço normal fica numa faixa de 20 shekels o kg (do frango inteiro) e Peru mais ou menos uns 24 shekels o kg.

      E sim, peru é popular, mas o frango é mais.

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    3. Shalom Yaheli, obrigado novamente por responder.

      Mas a diferença de preço é muito grande, o frango na promoção custa 4,50 e no preço normal é 20,00 NIS ?

      O que dirá então o preço do peito de frango ou da coxa fora da promoção.

      É isso mesmo, ou eu estou fazendo alguma confusão?

      Shabat Shalom;
      Gabriel

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    4. Gabriel,

      A isto se chama promoção e não enganação como fazem no Brasil.

      Por isso eu digo que promoções em Israel te enlouquecem, entendeu agora? rsrs. E isso vale para tudo, roupas, eletrônicos, móveis, livros (livros então é de ficar maluco com as promoções).

      Então só para você ter uma ideia do preço normal do frango, preço tirado agora do site do Mega é uma rede grande e é o supermercado em que eu normalmente faço compras:

      Frango inteiro - 19.99 NIS
      Coxa - 27.00 NIS
      Asa - 11.29 NIS
      Peito inteiro - 30.99. NIS
      Filet de Frango -33.00 NIS

      Isso é o preço do frango fresco, sem promoção, congelado é mais barato.
      Para o Peru considere uns 4 shekels a mais em cada valor.

      Só que sempre tem pelo menos um corte de frango em promoção, hoje mesmo a coxa está por 22.00 NIS e o fliet por 29.00 NIS.

      Mega também é o supermercado dos cartazes que eu coloquei lá no outro post.
      Taí o site deles se quiser dar uma olhada, está em hebraico, mas tem foto de tudo.

      http://www.mega.co.il/jsfweb/

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    5. Oi Yaheli, valeu pelas informações e pelo site do supermercado.

      Fica ai uma dica pra quem quiser: acesse o site acima diretamente pelo Google Chrome e mande traduzir.

      Dá pra entender muita coisa.

      Shalom;
      Gabriel

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  8. Olá, Yaheli! Gosto dos seus textos e os acompanho com frequência. Realmente, como você mesma diz, cada um tem a sua história e as suas razões para estar aqui. No meu caso, caí de para-quedas em Israel, pois não sou judia, mas sou casada com um judeu, saí do Brasil com destino a Londres, onde morei por um tempo, e acabei dando com os costados aqui no dia 06 de dezembro de 2007, um dia após ter completado 50 anos. Desde então, a vida tem sido uma montanha-russa sócio-econômico-emocional. Como não recebi nenhum auxílio governamental (o que faz sentido, não fiz aliá) e ainda pago para viver aqui (NIS300 por ano), meu Ulpan restringiu-se ao nível Alef, pois eu tinha que ajudar em casa e... fui procurar trabalho. Continuo matando meu leão diário e lutando por um lugar ao sol e tempos melhores. Uma curiosidade: recebi ajuda de muitos brasileiros legais. Mas também, todas as "puxadas de tapete" profissionais foram dadas por brasileiros. Não tenho muitos amigos, não. E, de maneira geral, gosto dos sabras. Um abraço pra você e continue escrevendo.

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    1. Olá,

      Por que pessoas que fazem bons comentários não se identificam.

      De qualquer forma, obrigada por comentar! :)

      Eu nunca disse que os brasileiros não ajudam, até ajudam, só que essa ajuda custa caro, custa se enfiar numa comunidade que em geral te puxa para baixo, para empregos ruins, sem contar que se meter em uma comunidade de latinos/brasileiros, em regra, te tira da sociedade israelense, eu já escrevi sobre isso aqui:
      http://vivendoemisrael.blogspot.co.il/2012/07/brasileiros-em-israel.html

      Concordo que vir para Israel sem ajuda possa ser mais difícil, mas nossa ajuda também só dura 8 meses, não é para sempre não. rsrs. Mas,facilita claro! E a gente não paga visto, que eu sei que é caro e chato.

      Posso perguntar? O que você paga por 300 NIS? Você ainda não pegou seu visto definitivo com 5 anos? Eles criam caso para dar esse visto?

      Beijos

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    2. Oi Yaheli.

      Eu não sei se você vai lembrar de mim mas, sempre entro neste excelente blog e, concordo com o povo daqui, você tem a obrigação de escrever um livro e, depois autografa-lo para mim ! rs ;)

      Yaheli, a vontade d ir para Israel esta aumentando no meu coração e quero fazer duas perguntas para ter a sua opinião ou, experiência:

      1- Um imigrante cidadão israelense recém chegado à Israel, que tipo de emprego consegue no primeiro ano?

      2- Qual curso poderíamos fazer antes de ir? Nós gostaríamos de fazer um curso onde poderá ser melhor absorvido por Israel, não necessariamente universitário mas, algo que tenha maiores chances de dar certo. Penso num curso eletrotécnico, para maquinas industrias de médio porte.

      3- Como funciona um trabalhador autônomo em Israel ? ( ops, surgiu a terceira pergunta... rs)

      Eu sei que é muito subjetivo Yaheli mas, gosto das suas opiniões.
      Eu pergunto por que eu e a minha mulher não somos mais tão jovens , então, fazer algo para as chances de sucesso aumentar é muito bom. Tambem sei, por você, que existe avaliação profissional antes de exercer qualquer atividade diplomada porem, acredito que tendo o conhecimento certo numa empresa certa aumentam as chances de melhoria enquanto não tiver esta aprovação do diploma.

      Yaheli, já quero te agradecer por você sempre dar atenção as minhas perguntas.

      Obrigado Yaheli e, um abração !

      Tulio

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    3. Olá Túlio,

      Primeiramente muito obrigada! :)

      Eu me lembro do seu nome, mas da sua história definitivamente não, então se eu me repetir na resposta eu peço desculpas.

      Mas, como vc mesmo colocou não existe resposta certa para as suas perguntas, eu não diria nem que elas são subjetivas, eu diria que depende de uma série de fatores.

      Infelizmente, não existe o curso certo, para o emprego certo, nem o emprego certo no primeiro ano para no segundo você estar melhor que o primeiro. É impossível eu te dizer isso.

      Eu também não vim jovem para Israel. Eu cheguei em Israel 20 dias antes de completar 30 anos e meu marido tinha 36.

      Um imigrante recém chegado pode conseguir qualquer emprego, depende da qualificação e experiência profissional que ele tenha, depende da capacidade de se virar sozinho que tenha, depende talvez até de sorte, de estar no lugar certo na hora certa.

      Meu marido com 4 meses de Israel conseguiu um emprego que pessoas nascidas e criadas aqui não conseguem, inclusive concorreu pela vaga com gente daqui ou que estava aqui há muito mais tempo (anos mesmo).

      Você já leu esse post?

      http://vivendoemisrael.blogspot.co.il/2012/10/primeiro-emprego-em-israel-sem-falar.html

      Talvez responda boa parte das suas dúvidas.

      Queria ter uma resposta pronta para te dar, mas não tenho. Mas uma coisa eu sei, a vida é de quem corre riscos. Não existe nada que você faça aí que vá te garantir alguma coisa aqui. Imigrar é arriscar, sempre!!! Se você falar bem inglês aumenta e muito suas chances de um emprego melhor, mas igualmente não te garante nada.

      Se depois de ler o outro texto lá ainda tiver dúvidas, já sabe, só escrever de novo. :)

      Abração.

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    4. Olha que legal, acabei de ver que tem um comentário seu no post que eu indiquei. rsrs.

      Sabe que ainda essa semana nós lembramos dessa pergunta sua sobre polimento automotivo.

      Inclusive vou aproveitar para te falar o que meu marido e eu estávamos conversando sobre essa sua pergunta:

      Quase que com 100% de certeza qualquer curso técnico que se faça no Brasil, nessa área de máquinas, polímeros de limpeza e coisas do gênero, este curso ou esta experiência profissional não servirá para Israel.

      Primeiro que no Brasil boa parte dessas máquinas e produtos químicos são poluentes e portanto proibidos em Israel (falando genericamente, não estou me referindo a uma área específica);

      E segundo, muita coisa que se faz aqui, se faz com altíssima tecnologia e muitas das vezes com tecnologia desenvolvida aqui. Então, esse tipo de curso, de modo geral, não vai ter valor algum aqui.

      Quase tudo que você conhece aqui é diferente, mesmo que seja parecido há uma chance enorme de aqui ter regras e tecnologia própria para fazer.

      Claro e óbvio que se te ocorrer um trabalho/função específica pergunte que eu tento ver para ver para você, estou falando apenas por um olhar genérico.

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  9. Oi Yaheli.

    Obrigado pela atenção. ;)

    Só para voce relembrar um pouquinho, tenho 39 anos e minha esposa 43 anos e temos um lindo filho chamado Miguel com 6 aninhos. Ela é professora de portugues e, eu fiz faculdade de administração que teve uma latoaria e pintura de carro.

    Eu concordo contigo sobre quem quer enfrentar o desafio de ser um imigrante, tem que ter coragem e disposição em viver esta escolha. Mas, voce hoje, com teus conhecimentos adquiridos , o que voce faria diferente, por exemplo, se tivesse chegando hoje em Israel ?

    E, sobre trabalho, o que voce observa em Israel que oferece maior oportunidade ou, tem maior carencia e que um imigrante poderia tentar fazer ?

    Yaheli, sobre os produtos de polimento, só usava marcas conceituadas americanas e a base de agua. Já que voces pensaram sobre este assunto, aí será que as lojas de carro tem o costume de fazer polimento em carros? ( Que perguntinha, tudo a ver contigo,...rs )

    Yaheli, mais uma vez, obrigado.

    Abração !

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    1. Agora sim, perguntas objetivas, embora sem respostas diretas, mas vamos lá: rsrs;

      Começando pela pergunta mais fácil, emprego em fábrica, na maioria das funções não exige qualificação. Como emprego para um imigrante com hebraico básico e sem nenhum outro conhecimento de nada (ou nada que pudesse ser usado) acho que é o melhor.

      Trabalhar em fábrica em Israel não é um emprego ruim, acho um bom começo e a meu ver, é o único emprego do qual vc consegue sair para algo melhor depois, pq se vc cair para faxina ou outro tipo de emprego dessa natureza não sai mais.

      Fábrica em geral, sobra emprego, portanto não há com o que se preocupar. Se é esse tipo de emprego que você quer, com um mês de Israel vc consegue ser encaminhado para trabalhar em algo assim. Salário mínimo para um pouco mais.

      Agora, o que eu faria de diferente? Complexo isso, né? Eu seria menos perfeccionista, me preocuparia menos e perderia menos tempo, perdi oportunidades de trabalhos boas por causa disso.

      Acho que só isso. De resto acho que fizemos tudo certo. Eu cometi esse erro, meu marido não cometeu nenhum, mas na média acho que traçamos um bom caminho sem muitas necessidades de mudança.

      Sobre polimento de carro vou deixar para o meu marido responder, tá? Daqui a pouco ele passa por aqui. :)

      Abraços

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  10. Oi.

    Voce tem cara de perfeccionista mesmo. ;)

    O teu marido entrou em que segmento de trabalho ? Teria como falar deste trajeto ? Yaheli, vou entender se não quiser comentar.

    Acredito na sua observação sobre o trabalho em fabrica, onde creio que é possível passar para a área administrativa após algum curso e tempo, como no Brasil. O setor fabril de Israel é bem diversificado ou, existe um foco maior ? E, deve encontrar muito árabe na produção tambem, certo ?

    Mais uma pergunta. Quais são os trabalhos autonomos que tem imigrantes tendo bom êxito , na sua observação ?

    Eu vou ficar no aguardo do seu marido tambem.

    Mais um abraço ;)

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    1. Olá Túlio, sou o Dan, Marido da Yaheli. Quanto aos carros a maioria dos Israelenses usa mesma a ducha grátis que recebem no posto por abastecerem mais de 20 litros. Existem sim serviços de limpeza e polimento de carros, mas é algo bem caro e de procura muito baixa. Nas cidades do norte é mais comum também você ver pessoas lavando o carro com água e sabão e usando esses aspiradores portáteis. Mas em geral os carros aqui em Israel são uma imundice só.

      Quanto ao trabalho em fábricas quase não existem árabes-Israelenses nesse setor. A maioria dos trabalhadores são russos. Nas profissões de nível superior existem muitos árabes formados em medicina e direito. Os que estão na Universidade agora, a grande maioria está na área de Hi-Tech.

      Existem muitos árabes comerciantes e donos de transportadora, muitas são de donos árabes. Em profissões menos qualificadas existem muitos trabalhando como enfermeiros e motoristas.

      Quanto a minha trajetória profissional aqui em Israel, o mais importante é a sua experiência profissional, independente de cursos de formação. Meu primeiro emprego aqui foi em uma empresa de High-Tech, no Departamento de vendas. Depois trabalhei no mercado de capitais numa empresa com clientes de todo o mundo. Hoje trabalho em um Instituto de Educação nas áreas de Gestão, Tecnologia e Agricultura que recebe estudantes de todo o mundo.

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    2. Só respondendo o que ele não te respondeu:

      Tem imigrante em todas as áreas que você puder imaginar. Não existe essa ou aquela área para imigrantes. O imigrante israelense não é o padrão do imigrante do resto do mundo. Aqui não se começa por baixo, só porque se veio de outro país.

      Israel te absorve automaticamente, não existe nenhuma diferenciação entre você e quem nasceu aqui, uma vez que você também é Israelense.

      O seu único entrave é o hebraico. Mas ninguém nunca vai te dizer este emprego não é para você porque você não nasceu aqui, nem te olhar torto por isso, isso não existe aqui.

      Então ter um bom emprego depende só de você. Esse é o erro da maioria dos imigrantes do Brasil, eles vem na posição de imigrante "coitadinho" e vão buscar empregos ruins e acabam tendo uma vida ruim, entende isso?

      Quer vir para Israel? venha e saiba que aqui você é igual a todos, o único que vai te diferenciar aqui é você mesmo.

      Israel é um país com 65 anos, quase metade da população não nasceu aqui.

      Então todo mundo vem de um histórico de imigração, mesmo quem nasce aqui, tem a imigração como uma realidade muito presente.

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  11. Oi Dan.

    Bom estar conversando contigo tambem, prazer por esta oportunidade !

    Como voce falou, o importante é a experiencia profissional, por isso estava querendo saber com melhor detalhe sobre polimento, já que tive uma latoaria. Agora, experiencia tive tambem com vendas imobiliarias e sócio em retaurante mas, nada de conhecimento em algo mais tecnologico. Mas, como a sua mulher disse, é complicado voces saberem de algo mais especifico, afinal, acho que voces não são um wikipedia. rs Mas,acredito que voces já observarão muitas coisas.

    Dan, trabalho autonomo funciona em Israel? E, qual teria mais destaque?

    E, voce chegando em Israel hoje, fora as suas qualificações profissionais, voce começaria trabalhando em qualquer fabrica mesmo se chegasse sem um conhecimento tecnico especifico ou, hoje voce iria por uma opção melhor que voce tenha observado.

    Qual seria o seu caminho a tomar para ter um bom resultado depois de 2 anos com o seu, saber , sobre Israel . Eu pergunto isso se voce não tivesse as suas experiencias profissionais anteriores fora de Israel.

    Dan, desculpe tantas perguntas, as vezes eu abuso mesmo. rs

    Abraços e, foi um prazer. ;)

    Tulio

    Obs.: O que é NIS ?

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    1. Responderei por ele porque ele está fazendo o jantar, certo? rsrs

      NIS - New Israeli Shekel. É a sigla em inglês do shekel.

      Autônomo depende da área, muitas profissões técnicas requerem curso e uma prova. Eletricista, encanador, gasista tudo isso em Israel precisa ser certificado e requer hebraico. Esqueça ser autônomo sem hebraico. Minha opinião!!!

      Agora, falando por mim e por ele, se não tivéssemos nenhuma qualificação profissional/experiência profissional teríamos ido trabalhar em fábrica. Na verdade esse era o nosso plano B, se não conseguíssemos trabalhos bons.

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  12. Ou ele ia ser chefe de cozinha ? rsrs

    Yaheli, obrigado e, bom saber desta posição de vocês, nos dá uma certa noção da realidade . E, de certa forma, dá até uma maior segurança em sabem que tem a opção das fabricas, onde dá boas possibilidades para quem se dedicar e fazer cursos.

    Yaheli, no nivel universitario e tambem técnico, qual seria uma opção mais provavel ter maiores chances de ajudar aí em Israel, fora o da informática ?

    Por curiosidade, o que ele esta fazendo para o jantar ? Intrometidoooo ,..rs



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    1. Chefe de cozinha nada, só cozinha para mim só. Rsrs
      Ah! Jantamos salpicão. Rsrs.

      É difícil indicar uma área, mas área de saúde é uma boa opção.

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    2. Yaheli Yaheli, tem que dividir um pouco este chefe,..rs

      Por enquanto só sei fazer miojo, vergonha !!! Mas café sei fazer para minha esposa. rs

      Yaheli, muito obrigado pelo carinho e atenção de vocês em tirar duvidas e responder tantas perguntas. Mas, não se preocupem, EU VOLTAREIIII com mais perguntas !!! Uuhahah,...rs

      Abração para vocês dois,...

      Tulio

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  13. Olá yaheli há quanto tempo hein?sou eu renato tenho uma dúvida:vc poderia me dizer como funciona as seleções para mestrado e doutorado aí em Israel?,já que terei que esperar oito anos pensei em dar uma volta em alguns países antes de ir para Israel,posso por exemplo passar X anos em alguns países até fechar oito anos ou tenho que permanecer oito anos num lugar para ter direito a aliah,em resumo passar oito anos de judaísmo em vários lugares por digamos mudança de emprego,obrigado pela atenção e tchau.

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  14. Já te respondi essas duas perguntas em algum outro post, só procurar.

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