segunda-feira, 27 de maio de 2013

Minha Entrevista à Revista Brasileiros Mundo Afora

Dei uma entrevista à revista online Brasileiros Mundo Afora, que é uma revista bastante interessante com muitas entrevistas, histórias e dicas de brasileiros espalhados ao redor do mundo.

Gostei bastante de fazer a matéria para eles e acho que o resultado ficou bem interessante, quem quiser dar uma conferida só clicar no link abaixo  ou na foto:



15 comentários:

  1. Shalom Yaheli.

    Oba pelo visto, de novo sou o 1° a comentar (eu acho)!

    Gostei da entrevista, até porque é raro encontrar por essas bandas uma matéria sobre Israel que não fale de guerra, palestinos, etc.

    Mas que foto é essa do tubarão ao lado do "monstro do lago ness" ... srsrsrrsr ... ?

    Shalom Gabriel

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    1. Olá Gabriel,

      Como você reconheceu o monstro? É ele mesmo! rsrs

      A foto é em Eilat, no observatório marinho do Mar Vermelho.

      Abraços

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  2. Oi,Yaheli,ótima entrevista.Me deixou pensando no quanto as pessoas precisam,verdadeiramente estarem preparadas para morarem em outros países,principalmente do Oriente Médio pois do contrário, a crise de identidade pode ser muito angustiante porque as diferenças culturais são praticamente inversas á nossa ocidental e dá pra perceber claramente nos teus posts a realidade destas diferenças.Ótimo aprendizado para quem pretende viver em outros países.Mais uma vez obrigado por este post Beijão.Carmen.

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    1. Verdade, crise de identidade é algo que existe, acontece com todo mundo, realmente tem uma hora que você não sabe quem você é ou do que você gosta, tem que ter cabeça para passar por ela, mas passa! rsrs
      bjs.

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  3. Oie, muito legal sua entrevista. Mais ainda acho que voce sofre com o frio por causa do norte, o sul é um inferno a maior parte do tempo. Não sei se por eu ser Curitibana mas eu acho aqui muito quente, rssssssssss.
    Estou aqui há um ano e nao consigo me comunicar com as pessoas em hebraico, entendo algumas coisas, mais do que consigo falar. Não estudei hebraico antes de vir pra cá, mas fiz o ulpan alef aqui aos trancos e barrancos porque minha sala so tinha russo e eu era/sou muito sozinha. (meu marido ja falava hebraico fluente). Eu fico chateada e me frusto comigo mesmo, acho que nunca vou aprender esse lingua cheia de RRRR infernais que mal saem da minha boca rssss. Será que eu sou lesada por nao conseguir apreder, será que um dia vou conseguir? Outro ponto, quero trabalhar mais nao sei falar o idioma, nem sei qual tipo de emprgo vou arrumar assim. Eu me comunico em ingles mas tbm nao eh nivel literario pra conseguir um emprego soh baseado em ingles. Me conta sua experiencia, como foi o aprendizado e seu primeiro emprego. Preciso trocar umas experiencias porque to me sentindo muito retardada mental. (se vc puder pode um dia fazer um post falando das carnes? eu nao sei o que significam os numeros ja tentei na internet mas nao rola) Bjssss. (desculpa a chorumela toda)

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    1. Oi Kellpris,

      Bem, eu não sofro por causa do frio, eu curto ele bastante, para dizer a verdade. rsrs.

      É verdade que eu moro na região mais fria de Israel, mas eu trabalho em Tel Aviv que é mais quente e já morei em Ashdod que é no Sul, então eu tenho noção da variação de temperatura no país.

      Não sei que temperatura você acha frio, mas nós estamos a menos de um mês do verão, em plena primavera e por mais que durante o dia as temperaturas sejam altas, à noite elas ainda caem bastante. Essa noite por exemplo as temperaturas ficaram em torno de 15 a 17 graus em toda região de Tel Aviv e centro-sul. Aqui em Nazaré e em Jerusalém ficou em torno de 14 graus.

      Para mim, 15 graus ainda é frio. O verão é um forno realmente, a primavera é amena, mas o outono e o inverno são sim gelados (sempre abaixo de 10 graus, chegando a temperaturas negativas no auge do inverno), o lugar mais quente é Eilat, mesmo assim baixa dos 16 se assim não fosse eles manteriam a condição de cidade-balenário o ano todo, não precisariam ficar as moscas 6 meses por ano e sofrer com a baixa temporada.

      O hebraico requer muita dedicação, de fato não cai do céu, demora, demora sobretudo para que você se acostume a pensar em hebraico porque as construções são muito diferentes e sem sentido, em relação ao português.

      E com relação a emprego, meu primeiro emprego, assim como o do meu marido foi falando apenas inglês, mas para isso tem que se ter um inglês de alto nível, por isso toda vez que alguém me pergunta o que estudar para vir para Israel eu sempre falo, estuda inglês, porque hebraico não é da noite para o dia, não é automático e pelo fato dos israelenses falarem muito pouco inglês é ele que pode te garantir algo por aqui.

      Eu tive sorte, pude ficar em casa estudando por um ano mais ou menos, já que meu marido conseguiu de cara um trabalho legal.

      Mas, eu estudava 8/9 horas por dia, todos os dias, sozinha em casa, terminei o ulpan, mas honestamente acho que ele não serviu para grandes coisas. Eu comprei uma coleção de gramática de 7 livros e foi por eles que eu estudei, em parelelo eu via TV e ouvia rádio o resto do tempo que me sobrava. No começo só conseguia entender os comerciais do rádio e nada na TV, mas com o tempo o ouvido foi ficando mais treinado. Demorei mais foi para falar, mas com 2 anos o hebraico estava fluente em todas as áreas, falava sozinha em casa o dia inteiro, quase fiquei maluca com esse idioma, mas um dia fluiu. rsrs.

      Você não tem que se sentir mal, hebraico é difícil mesmo, só quem mora aqui é que sabe. Mas é igual dieta tem que ter determinação, força de vontade e foco para levar adiante, acordar todo dia e saber que sua obrigação é estudar isso, é chato às vezes, mas eu não conheço outro caminho para aprender sem ser estudando e muito.

      Sobre as carnes, já tem tempo que eu pretendo escrever sobre elas e sobre o leite também.

      O próximo post eu pretendo fazer sobre impostos, mas o seguinte vou ver se faço sobre as carnes, é um assunto legal, também apanhei aqui no começo com os cortes de carne. rsrs

      Não desanima não, hebraico é difícil para todo mundo e a adaptação a Israel só é possível se você se desligar do Brasil 100%, Esquece Tv brasileira, sites brasileiros, tenta viver Israel, se não é mais complicado mesmo. É um esforço que compensa depois.

      Sei que as pessoas às vezes preferem se manter anônimas e entendo isso, mas se quiser me add no facebook, é sempre mais fácil para conversar do que aqui.
      https://www.facebook.com/yaheliberlinski

      bjs.

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    2. Muito, muito obrigada pelo carinho de me dedicar tempo em escrever essas palavras. Fiquei muito feliz!!!! Vou tentar, assim como vc falou, me dedicar e passar mais em Irael e menos no Brasil, nao tenho tv mas vou mudar mes que vem e vou comprar uma tv porque acho que ajuda muito no hebraico. Com certeza vou te adicionar no face pra gente poder conversar mais. bjs

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  4. Shalom Yaheli.
    Desculpa mas vou meter eu dedo nessa sua conversa ai.

    Olha quando eu estudei Hebraico pro Bar-Mitzá foi do tipo decoreba. Estudei só uns 3 anos em escola judaica mas não aprendi nada, não saíamos do aba-ima ... hahhahaah

    Essa semana consegui uma apostila, mostrando umas palavras, a pronuncia com figuras, achei fácil e gostoso de aprender com os pontinhos (nekudot), mas sem eles é um inferno.

    Pelo que sei o Ulpan te ensina sem os pontinhos, acho que ai é o problema, já que no dia a dia é assim que se le.
    Mas é isso que não entendo, porque eliminaram as nekudot ? Não seria mais fácil ? Como fazem pra aprender dessa forma ? Decoreba ?

    Fora que tem que guardar o alfabeto quadrado, cursivo, etc ... Eita complicação. rsrsrsrs

    Shalom;
    Gabriel.

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    1. Oi Gabriel,

      Deixa eu te explicar uma coisa super complexa de maneira super sucinta, vamos ver se eu consigo:

      Pontos (nekudot), eles não existem no idioma oficial, eles são apenas um artifício para ensinar as crianças a lerem. Funciona mais ou menos como o nosso aprendizado de sílabas, por que uma criança estuda sílabas se ela já conhece as letras? É um caminho intermediário até a leitura plena,não é? O mesmo ocorre com os pontos, na verdade eles são completamente desnecessários, uma vez que as palavras respeitam regras de formação e dentro do grupo a que pertencem terão sempre o mesmo som de vogal.

      O ulpan ensina os pontos sim, mas de uma maneira muito breve, lá para mais ou menos um mês de curso os pontos saem e você passa a ler apenas com as letras puras, no começo é difícil, mas nada é impossível.

      Agora eu confesso que para minha leitura chegar no ponto de ler corrido sem gaguejar igual criança, como eu leio hoje, foi f#@*.

      Eu treinei muito texto em voz alta e fiz muita cópia, mais ou menos o que meu pai me fazia fazer quando eu era criança para aprender português. rsrs.

      E não adianta, esse é o único jeito de aprender hebraico de maneira plena. Inglês, espanhol, italiano, você pode brincar de inventar métodos inovadores de estudo, mas hebraico não tem jeito não, é a moda antiga mesmo. rsrs

      Hebraico não é fácil não, eu chorei muito achando que não iria aprender, tive muita vontade de desistir e passei muita noite em claro estudando e tentando achar o sentido/lógica desse idioma.

      Valeu a pena, mas não foi fácil não! E de tudo o que eu estudei, o que menos me ajudou foi o ulpan, eu não vou dizer que atrapalhou, mas olha, chegou perto. rsrs

      Abração Gabriel

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  5. Olá, Yaheli, as tuas publicações têm sido muito esclarecedoras!
    Gostaria de saber onde você nasceu e também teu esposo, por curiosidade, ok? Abraço!

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    1. Oi Pablo, tudo bem?

      Meu marido e eu somos do Rio de Janeiro.

      Abraços.

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  6. Oi Yaheli,posso meter a colher na conversa também?Comecei aprendendo o hebraico em uma sinagoga do Bom Fim, em Porto Alegre,tive uma ótima morá chamada Ester Shuchman,formada em Jerusalem e tambem outros professores muito bons.Estudei com eles 1 ano e alguns meses. Depois fiz alguns cursinhos e um seminário de hebraico e continuo tentando sair do abc, quero dizer do alef beit.Está Muuuuuuito difícil mas continuo tentando.Tem um ditado aqui no Rio Grande que diz: Não tá morto quem peleia.É isto aí ,vamos continuar que um dia se chega lá. Abraços. Carmen.

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    1. Oi Carmem,

      Eu já disse aqui no blog mais de uma vez que eu acho praticamente impossível alguém aprender hebraico fora de Israel, aprender de verdade a ponto de poder manter uma comunicação plena.

      Eu já fui bastante xingada por dizer isso, mas é o que eu penso, conheço pessoas que estudaram a vida inteira em colégio judaico, que supostamente estudaram hebraico 20 anos das suas vidas e quando chegam aqui não conseguem entender nada e não conseguem se fazer entender, no máximo conhecem as letras e alguns nem isso direito.

      Hebraico é imersão e dedicação, eu não acho que dê para aprender de outra forma.

      Não estou dizendo que não valha a pena estudar estando fora de Israel, mas é algo cujo processo é muito lento, quase imperceptível. Mas claro, algum conhecimento é sempre melhor do que nenhum, né?

      Minha opinião!

      Beijão

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    2. Está chovendo e-mail sobre esse assunto, de gente me perguntando como eu fiz para aprender, que métodos eu usei, apesar de eu achar que já falei bastante disso, vou acabar fazendo um post sobre isso, afinal eu sei que eu posso contar e mostrar coisas que nenhum curso/ulpan conta. rsrs

      Ah! Sobre o ditado, não sabia que era gaúcho, lá no Rio também se fala isso. Ou será que eu é que conhecia muito gaúcho, lá? rsrs

      Aproveitando o momento, adoro o sul do Brasil, antes de pensarmos em vir para Israel pensamos bastante em nos mudar para o Rio Grande do Sul ou para o Paraná.
      bjs.

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  7. Shalom Yaheli.

    Por favorrrrrr explica melhor isso ai que voce disse : "... uma vez que as palavras respeitam regras de formação e dentro do grupo a que pertencem terão sempre o mesmo som de vogal."

    Acho que ai tá o pulo do gato Oxford hahahahah!
    Nunca me ensinaram isso !
    Ou então diz aonde posso ler sobre isso, ou voce então explica no proximo post ?

    Qualquer ajuda será bem vinda e agradeço de coração.

    Shabat Shalom;

    Gabriel.



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