sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Lei do Retorno, Direito ao Aliah e Certidão de Judaísmo

Eu não ia falar sobre isso, mas como as pessoas perguntam muito e entendem muito pouco os critérios utilizados vou tentar esclarecer um pouco.

A lei do retorno é a lei que define quem é judeu e por consequência quem tem direito a fazer Aliah. Os critérios da lei são baseados na religião judaica e nos critérios utilizados pelo Nazismo durante a segunda guerra.

Basicamente a lei diz o seguinte:

Tem direito a fazer Aliah todo judeu e descendente de judeu até o terceiro grau, assim como seus cônjuges.

Aí vem a grande questão: Quem é Judeu?

Judeu é toda pessoa nascida de mãe judia, portanto os filhos de mães judias sempre serão judeus de primeiro grau.

Acontece que a lei também assegura o mesmo direito aos descendentes de judeus e aos judeus convertidos.

Portanto, descendentes de judeus, são os filhos de pai judeu. O homem não passa o judaísmo, dessa forma os filhos ou netos de um homem judeu, são considerados descendentes de judeu de segundo ou terceiro graus, respectivamente.

Judeus convertidos têm direito a fazer Aliah, depois de alguns anos de conversão, normalmente 5, mas com relação ao judeu convertido é preciso ter certeza do rito que foi escolhido para a conversão e levar em consideração que alguns tipos de judaísmo, como o Judaísmo Messiânico, por exemplo, não são reconhecidos pelo Estado de Israel.

Cônjuges com mais de um ano de casamento são equiparados a judeus para fiins de Aliah.

Como eu já tinha escrito sobre Aliah e sobre casamento, para ler um pouco mais sobre Aliah de um modo geral ou sobre cônjuge, clique nos respectivos links.

Aí vem a segunda grande questão: Como se faz prova de judaísmo?

O documento necessário para essa comprovação se chama certidão de judaísmo. Aí você pensa e onde eu arrumo isso?

Bem, se você for judeu praticante ou seus pais ou avós tiverem sido, fica mais fácil, basta você ir à sinagoga que eles frequentavam, conversar com o rabino (ou com a secretária dele), explicar quem é você e que precisa desse documento para fazer Aliah. Ele vai te dar, não é de graça, mas não é difícil.

Caso sua família não tenha sido praticante você vai ter que procurar um pouco mais, por um avô ou avó ou bisavó (mãe da sua avó) que tenha sido enterrada num cemitério judaico ou encontrar algum tipo de vínculo que te ligue ao judaísmo, em linha reta e até o terceiro grau. uma ascendência feminina é sempre melhor, mas claro que serve um certificado de Bar-Mitzvá do seu pai ou avô, por exemplo.

Os sobrenomes judaicos também podem ser utilizados como prova, mas como normalmente não comprovam o grau de parentesco, vai da boa vontade do rabino, aceitar ou não. Que fique bem claro, sobrenomes judaicos são nomes como Berlinski, Cohen ou Rosemberg, não é esse papo furado de meu sobrenome é Pereira ou Silveira e eu sei que minha família era judia há 500 anos em Portugal, porque isso não vale nada, ok?

Outra coisa, os parentes que você usar para comprovar seu judaísmo não podem ter se convertido, voluntariamente, a outra religião, portanto caso isto tenha ocorrido, cabe a você não citar esse fato.

Acho que isso clareia a maior parte das dúvidas.

Qualquer coisa que eu não tenha mencionado deixe sua pergunta aqui em baixo.





52 comentários:

  1. Yaheli, já li todo o seu blog, rs e nao me encaixo em nenhum perfil para migrar a Israel rsrs infelizmente. Que pena né ?

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    1. Realmente é uma pena! A Imigração para Israel é realmente complicada para quem não tem vínculos aqui.

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    2. por favor fiz alia mas hegamos em israel em tempo de neve e ficamos um pouco para nos ambientar mas acontece que em pessar fomos convidados para ir em haifa o que aconteceu fraturei minha perna em tres partes e fiquei sem poder trabalhar foi ai que complicou tudo meu pagamento aqui no brasil foi suspensa minha aposentadoria e para fazer o recasdramento ai em tel aviv ficaria impossivel pagar sairia mais ou menos 7 e 800 sekamim , não teriamos muito tempo pq tivemos que pagar multa para o aluguel en fim gostariamos de voltar sera quer isso e possivel meu nome sergio cardoso e maria do carmo cardoso me disseram que é possivel voltar pois sempre amei e vou amar israel sera que vcs podem me ajudar perguntem p raquel ou p esther
      a raquel em israel não consiggo falar c ela tem como mandar email dela shalom aguardo resposta

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    3. Olá Sérgio,

      Acho que vicê escreveu para o lugar errado, eu apenas tenho um blog sobre a vida em Israel, não é um site do governo, eu não tenho nada a ver com processos de aliah e não conheço essas pessoas que você citou.

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    4. yaheli, olá! sou descendente de judeus (sobrenome blumenthal). meu bisavô, pai da minha avó, mãe do meu pai, foi judeu. sou considerado judeu para fins religiosos e estatais? sinto grande vinculo emocional com o judaismo, que me foi passado atraves da minha vo. caso me converta, posso usar meu sobrenome no nome judaico? obrigado!

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  2. A familia do meu sogro veio expulso da Alemanha na segunda guerra. Seu sobrenome original era Shennaider, aqui ele mudou para Assis para tb aqui não ser expulso do Brasil. Pergunto a vc, qual o direito de cidadania que minha espôsa tem sobre Israel, pois eles eram Judeus na Alemanha?

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    1. O mero sobrenome não prova o judaísmo. Se vocês tiverem como comprovar que lá ele era judeu, sua esposa e consequentemente você têm todo o direito de vir para Israel e receber a cidadania israelense.

      Qualquer documento pode comprovar isso. Desde uma certidão de bar mtzvah dele feito lá na Alemanha, até uma certidão de óbito da mãe/pai ou avó dele enterrada num cemitério judaico. São muitos os documentos que podem provar o judaísmo, cabe a vocês saberem se algum é viável de ser encontrado. A comprovação de que alguém da família passou por campo de concentração também serve. Ou se de fato ele foi expulso e constar isso escrito em algum documento, afirmando ser o judaísmo o motivo da expulsão também é válido.

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    2. A pessoa/família pode, caso considere importante, entrar com uma ação de retificação de nome (no caso, o nome de família, ou popularmente "sobrenome"), corrigindo o "Assis" para o "Shennaider" em todas as certidões necessárias (nascimento, casamento, óbito e, quando o caso, processos de divórcio) em alguma vara cível. Basta informar (não comprovar) o interesse da pessoa/família em obter futuramente a cidadania israelense e a importância da restauração do correto nome da família. Entretanto, deverá apresentar certidão de nascimento alemã onde conste o sobrenome correto do ascendente judeu/alemão. Os brasileiros descendentes de italianos comumente fazem isso, seguindo a linha de família e retificando todos os nomes e sobrenomes trocados ou com grafia diversa da original. Abraços. Juliana Muniz.

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    3. Juliana você está errada, esse método pode funcionar para solicitar cidadania italiana ou alemã, para obter cidadania israelense é necessário uma certidão de judaísmo emitida por um rabino e para que esta lhe seja fornecida se faz necessária a comorovação do judaísmo até o terceiro grau.

      Sobrenome não comprova judaísmo. Inclusive a conversão comprovada a outra religião da parte do solicitante ou de seus ascendentes encerra a possibilidade de se obter cidadania israelense.

      Leis de cidadania não são universais, são particulares de cada país, seria conveniente procurar conhecer as diferenças antes de sair por aí assumindo a lei de um país como se fosse única e verdadeira no mundo inteiro.

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    4. Yaheli...

      Acho que a Juliana quis dizer a respeito da restauração do sobrenome "Shennaider" aqui no Brasil, ou seja, documentação brasileira. Nossas possibilidades técnicas, de nosso Código Civil brasileiro valendo esta retificação para o Brasil.
      Daí em diante, creio obviamente que valem as tuas indicações: A comprovação de algumas das opções que você bem expôs como válidas para o reconhecimento de judaicidade segundo os critérios aceitos por Israel.
      Estou correto?

      Parabéns pelo diálogo franco que acontece no blog, creio que ajudam muito a todas as pessoas "de boa vontade" que desejam entender melhor a realidade...
      Abraços do Brasil - Ruy / santana.ruy@gmail.com

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  3. Gente, meu sobrenome é Jordão, e tem Ramos também, acham que eu tenho chance de obter a cidadania?

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    1. kkkkkkkkk. Você está brincando,né?

      A sua pergunta é a mais sem sentido que já apareceu por aqui.

      O máximo que você pode ter é nacionalidade portuguesa, israelense sem chance.

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  4. Mas eu quero me tornar judeu atraves da lei do retorno,porem eu nao tenho nenhum vinculo judaico eu sou o primeiro judeu da minha familia,eu me converti para o judaismo isso vale?

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    1. Mas como eu vou provar que faz 5 anos que eu sou judeu convertido?

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    2. Conversão ao judaísmo é feita numa sinagoga por um rabino e é preciso ter em mente que apenas alguns ritos são reconhecidos pelo governo de Israel.

      Até onde eu sei, para se converter você primeiro frequenta um curso que leva de dois a três anos, se converte e depois de cinco anos frequentando seriamente a sinagoga, o seu rabino poderá te dar a sua certidão de judaísmo, que é o documento necessário para fazer Aliah. Na verdade, a partir de cinco anos você passa a ter direito a ser avaliado pelo rabino se está apto ou não a imigrar, mas geralmente não há maiores problemas.

      A conversão é sim válida, mas não existe auto-conversão e também não serve conversão para judaísmo messiânico.

      Abraços

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    3. Se fizer a conversão ja estou autoaticamente apto para fazer aliah? Minha família mudou o sobrenome e saiu do judaismo quando veio para o Brasil, então só preciso fazer a conversão?

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    4. Oi,

      Na verdade não é automático. Você tem direito a fazer aliah 5 anos após a conversão.

      Eu já escrevi sobre isso aqui:
      http://vivendoemisrael.blogspot.co.il/2012/07/aliah-imigracao-para-israel.html

      Abraços

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  5. ola. minha avó era judia e veio para brasil da polonia apos a segunda guerra mundial. meu sobrenome é kauffmann, eu não guardo o shabat e não sou circuncidado. posso fazer alia???

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    1. Ter direito ao aliah, não tem nada a ver com praticar a religião, tem a ver com poder provar suas origens até o terceiro grau. Você pode provar que sua avó era judia? tem algum documento que comprove isso? Sobrenomes não são comprovação de judaísmo.

      Se tiver, basta ir numa sinagoga com esse documento, sua certidão de nascimento (onde consta o nome da sua avó) e a certidão de nascimento da sua mãe ou pai (filho ou filha da sua avó) e explicar ao rabino (ou a secretária dele que é provavelmente que vai te atender) que você quer uma certidão de judaísmo.

      Claro que de preferência vá a uma sinagoga que a sua avó frequentava, se que ela frequentou alguma e é claro que o vão te fazer uma série de perguntas, inclusive para checar a autenticidade do documento que vc está apresentando, mas não é uma coisa complicada de se conseguir, muito pelo contrário.

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  6. Olá.

    Sou novo no blog e achei super interessante suas postagens. Ultimamente tenho alimentado a possibilidade de fazer Aliah. Realmente, para quem tem origens judaicas, não é difícil conseguir um certificado de judaísmo com um rabino. A questão é a seguinte... você falou que alguns ritos são reconhecidos em Israel, mas não especificou - e está é a a ajuda que lhe peço - quais são os ritos judaicos reconhecidos em Israel? Pra mim é mais fácil conseguir um certificado destes com um rabino não ortodoxo.

    Pesquisei no campo de busca do blog mas não encontrei nada a respeito, se por ventura já comentou algo sobre o assunto, só me indique o link.

    Desde já, agradeço.

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    1. Olá Guêdy,
      Se você tem origem judaica não se preocupe qualquer rito serve.

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    2. Mas Yaheli, os ortodoxos vivem dizendo que a circuncisão válida é só a que é praticada por eles. Eu tenho origem judaica, mas pelas informações que você passou só vou conseguir comprová-la através da certidão de Judaísmo, pois não tenho os outros documentos que você citou.

      A Agência Judaica aceita como comprovante de ascendência APENAS uma certidão de judaísmo cedida por um rabino não conservador ou existe uma espécie de lista de rabinos aceitos?

      É desanimador tentar estabelecer um diálogo com um rabino ortodoxo aqui no Brasil, principalmente se tiver familiares cristãos.

      Mas uma vez obrigado pela sua gentileza.

      Até.

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    3. Só existe um documento válido para se fazer aliah, este documento se chama certidão de judaísmo, qualquer rabino de qualquer sinagoga pode te dar isso, desde que você seja de fato judeu. Você não precisa ser circuncisado para fazer aliah.

      Entenda uma coisa, uma coisa é certidão de judaísmo para fazer aliah, outra coisa é praticar a religião judaica uma coisa não tem nada a ver com a outra.

      Se você for filho ou neto de judeus e puder comprovar isso, qualquer rabino pode atestar o seu judaísmo, claro que por você não ser praticante será mais fácil numa sinagoga não ortodoxa, existem várias, basta procurar, não existe lista, tirando judaísmo messiânico (que não é judaísmo para o Estado de Israel), qualquer sinagoga, mesmo que seja reformista pode te dar esse documento.

      Mas, que mal lhe pergunte, qual é a prova que você tem que é judeu? Você tem parentes enterrados em cemitérios judaicos ou alguma certidão de bar mitzvah de seu pai ou avô? Se você me disser que documento tem, talvez eu possa te orientar melhor.

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  7. Obrigado Yaheli.

    Não tenho essas outras provas. O que apenas tenho são as histórias de meu avô materno que já é falecido. Ele contava uns fatos e costumes estranhos além da imigração da família de seu avô para o Brasil. Fatos estes que depois me fizeram notar traços de judaísmo.

    Li seu blog e sei que esses fatos estranhos não são suficientes para provar minha ascendência. No entanto, por experiência própria, não vejo tanta dificuldade em conseguir essa certidão de judaísmo com alguns rabinos não ortodoxos.

    Mas uma vez obrigado pela ajuda.

    Parabéns pela iniciativa.

    Até...

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  8. Boa tarde, amigos.

    Meu avô paterno era judeu, falecido na década de 70, no interior de SP.
    Infelizmente, não fui criado no judaísmo.
    Tenho muitos documentos do meu avô, alguns em hebraico e muitos outros em língua que não reconheço. Meu avô era do Império Austro-Húngaro, que depois passou para a Polônia e agora, se não me engano, é território da Ucrânia.
    Falo inglês (intermediário), mas nada de hebraíco.
    Tenho um carinho muito forte por Israel.
    Então, pela Lei do Retorno, seria eu considerado descendente de judeus e talvez fosse possível obter a cidadania israelense? Seria possível manter tb a cidadania brasileira?
    grande abraço

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    1. Sim, provavelmente você conseguirá provar que seu avô era judeu e poderá fazer aliah (vir para Israel).

      Não existe conseguir a cidadania, pura e simplesmente, para obter a cidadania é preciso vir morar em Israel, a cidadania só é dada depois de 3 meses.

      E sim, você pode manter a cidadania brasileira, não há problema nenhum.

      Se quiser me dar mais detalhes de que documentos você tem ou se quiser conversar melhor sobre isso,escreva para o meu e-mail: yaheliberlinski@gmail.com

      abraços

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    2. Yaheli,

      Muito obrigado pela sua atenção.
      Sou advogado, mas deixei a profissão e atualmente sou instrutor de informática no Senai.
      Bom, como hoje estou sem aula, aproveitei para olhar alguns documentos do meu avô. Na verdade, são muitas cartas entre familiares, relatando principalmente as dificuldades da época e a saudade da família de meu avô, isso de acordo com o pouco que meu pai conseguiu traduzir.
      É possível identificar alguns nomes, como um, talvez, irmão de meu avô, chamado FILIP Zinader, cujo nome encontrei também no banco de dados do YAD VASHEM.
      Existem muito com o sobrenome ZINADE no banco de dados do YAD, acho que o pai de meu avô, Jakob Zinader também está inscrito no banco.
      Por outro lado, há uma espécie de certidão onde é possível notar alguns elementos como: IZRAELLICHI ou IZRAELICKIEGO e RABBenen (difícil entender). O documento é de Boryslaw, de 1906.
      Tenho tb uma espécie de Cartão de Visita escrito em alemão (penso eu) e hebraico, com o nosso sobrenome destacado.
      Os documentos são muito velhos, mas tento conservá-los com carinho.
      Qdo possível, vou scanear alguns e mandar para seu endereço eletrônico.
      De qualquer forma, fico desde já grato pela sua atenção.
      Obrigado!

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  9. Olá vc é feia eim...Tomara que um muçulmano loco ou o grupo terrorista hezbollah atire na sua cabeça,coisa do inferno!!!

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    1. kkkkkkkkkkkk.

      Aí em Catanduva não tem escola não? Ou sua mãe não deixava você sair de casa com medo da carrocinha te pegar, coisa linda!

      Quantos anos, você tem? 7? 5?

      Aprenda a escrever! E continue desfilando sua beleza aí na sua cidade super evoluída e segura.

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  10. não pertenço a família de Judeu, mas estudo o judaismo e pratico alguns rituais e estudo o hebraico. desejo fazer a Aliah,pelo que entendi terei que me converter na sinagoga ao judaismo e praticar, e somente depois de 5 anos poderei imigrar.

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  11. Muito bom este blog com informações valiosas, sugiro apenas uma atualização em uma das informações, pois a partir do ano de 2008 os Judeus Messiânicos adquiriram o direito legal de fazer o Aliyah.
    Quem tiver dúvidas é só ler o link abaixo:
    http://www.hamishkandavid.org/id75.html

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    1. Não, a história não é os Judeus Messiânicos adquiriram o direito a fazer Aliah. Não é tão amplo e nem tão simples.

      Em primeiríssimo lugar trata-se de pessoas de origem judaica (não convertidos!) e em segundo lugar, mesmo sendo de origem judaica é necessário recorrer a um tribunal e cada processo é julgado de maneira independente.

      Não é um Aliah automático, como de judeus não messiânicos.

      E a conversão de não-judeus ao judaísmo messiânico continua não sendo aceita pelo Estado de Israel, para fins de Aliah.

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  12. olA! postei um comentario, mas como ele nao apareceu, irei reposta-lo. meu bisavo, pai de minha avo, mae de meu pai, foi judeu (blumenthal). minha avo ainda mantem praticas judaicas e me passou o carinho pelo povo e tradicoes judaicos. posso ser considerado judeu para fins de descendencia e cidadania? obrigado!

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  13. Oi Luiz Rogério,

    Não, você não é judeu para fins de cidadania, nem de religião.

    O que você pode é procurar uma sinagoga e tentar uma reconversão, caso possa provar sua origem, sua reconversão é relativamente rápida (normalmente um ano, mas é critério do Rabino).

    Prova de origem se faz com base em documentos que atestem o judaísmo, não com base em sobrenomes, nem em histórias que te contaram, infelizmente isso não serve.

    Mas já adianto que sua ascendência é muito distante e masculina, portanto muito difícil que você consiga. Se sua bisavó tivesse sido judia aí sim você seria judeu.

    Caso você consiga, você possivelmente terá direito ao Aliah de imediato (mas quanto a isso se informe na sua Sinagoga, porque há casos e casos).

    Com relação à mudança de nome, em Israel sim é possível e desburocratizado, mas no Brasil você teria que pedir alteração do seu regitro civil, não teria nada a ver com a religião.

    Abraços

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  14. Shalom Yaheli!
    Parabens pelo blog,achei ele mt bom e informativo!

    Tenho uma duvida.Se eu fizer Aliah,vou perder minha nacionalidade brasileira?

    Obrigada.
    Abraços
    Esther.

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  15. Olá Ester,

    Não você não perde a nacionalidade brasileira.

    A nacionalidade israelense é uma nacionalidade originária (de sangue) você pode ter várias, não há um número definido.

    A lei brasileira apenas limita a 2, o número de nacionalidades adquiridas (aquelas obtidas por naturalização). Portanto, para obter mais de uma nacionalidade por naturalização você precisaria abrir mão da nacionalidade brasileira.

    E para Israel você pode ter quantas nacionalidades quiser, não há proibições quanto a isso.

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  16. Olá, meu sobrenome é Cardozo e vem de meus avôs que na verdade meu avô nascido em Varsóvia antes da 2 Grande Guerra era Goldsberg e sobreviveu ao nazismo mas com a perseguição do pós guerra teve seu sobrenome mudado para Cardozo na Espanha e migrou para o Brasil. Minha avó também era judia (ambos pai e mãe da minha mãe). Preciso de uma direção para conseguir fazer o Aliah no que concerne a documentação. Por favor, como faço?

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    1. Olá Raquel,

      Sua avó ou seu avô estão enterrados em algum cemitério judaico? Ou você tem algum documento deles da Polônia que afirme que eles eram judeus (nesta época era comum os documentos fazerem menção à religião)?

      Ou ainda alguma certidão de Bat Mtzivah ou Bar Mtzvah de sua avó ou avô respectivamente pode ser utilizada para comprovar o judaísmo.

      Ou ainda se seus avós frequentaram alguma sinagoga no Brasil essa comprovação não é difícil, basta ir lá e conversar que vão haver registros deles.

      Mas caso eles tenham mudado oficialmente de religião e levado a vida deles alheios ao judaísmo muito dificilmente você vai comprovar isso. A comprovação do judaísmo não se faz apenas com base no sobrenome. Ele é apenas um indício, mas não é definitivo.

      Abraços

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    2. Ah, você disse que eles sobreviveram à segunda guerra?

      Sobreviveram como e onde? Eles estiveram em campo de concentração ou em algum lugar que possam comprovar como refúgio judaico?

      Ou existe algum documento de que seus avós tenham recebido algum tipo de reparação do governo alemão posteriormente? Isso também serviria.

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  17. Yaheli

    Já algum tempo venho lendo teus comentários e é de admirar o quando tem paciência para ficar respondendo a quantidade de perguntas que te são feitas. Sou judeu e frequento a Beit Yaakov, a quem convido para um cabalat shabat quando vieres à Curitiba. Continue firme e segura nas respostas, todas do meu ponto de vista pertinentes.
    Abraços

    Marcus Levy Bencostta (marcuslevyb@terra.com.br)

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  18. Yaheli,
    pretendo me converter ao judaísmo e futuramente fazer aliah.Porém não conheço nenhum judeu e portanto fico constrangida de procurar uma sinagoga.Vc poderia me indicar alguma sinagoga?sou de são Paulo capital.a conversão demora muito?

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    1. Olha não sei muita coisa sobre conversão.

      O que eu sei é que você estuda normalmente uns 3 anos, depois disso efetuam sua conversão.

      Para ter direito a fazer Aliah você tem que esperar pelo menos 5 anos depois de convertida.

      E não, eu não conheço nenhuma sinagoga para indicar, mas veja bem para qual rito você irá se converter, não são todos que Israel reconhece, mas também não sei dizer quais são.

      Abraços e boa sorte.

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  19. Olá,

    O pai da minha vó é judeu de pai e mãe. Tenho muitos paresntes enterrados em cemiterio judeu, mas a mae da minha vó não era judia. Eu tenho direito ao retorno ao judaimos e a Israel?

    Abraços,

    Bruno R.

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    1. Não.

      Para ter direito a fazer aliah, você tem que ter um parente até o terceiro grau em linha reta (avô ou avó).

      O Judaísmo passa pela mulher e não pelo homem. Se a mãe da sua avó fosse judia, ela seria judia de primeiro grau e seu pai ou mãe também e você teria direito.

      Mas, como apenas o pai dela era judeu. Então ela era judia de segundo grau e seu pai ou mãe de terceiro. Você não tem mais direito.

      O que você pode tentar é uma reconversão. Se estiver interessado procure uma sinagoga, porque eu não sei maiores detalhes a respeito disso.

      Abraços

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  20. Olá, concordei com quase todas as suas afirmações, menos quanto aos sobrenomes, existem sim Judeus com sobrenomes portugueses e espanhóis,
    Nossas sinagogas (Sefaradi) estão cheias deles.
    Muitos Fonsecas, Oliveiras, etc...
    Pena haver essa divisão no seio do judaísmo.
    Shalom....

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  21. Amigo leia o texto com calma e utilizando sua capacidade de raciocínio, eu não disse que não existem judeus com sobrenomes portugueses, espanhois ou seja lá o que for, disse apenas que eles não servem para comprovação do judaísmo e muito menos do grau de ascendência/descendência. Nomes comprovadamente judeus são mais fáceis de se utilizar para este fim,mesmo assim, sozinhos não costumam bastar.

    É isso que está escrito no texto.

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  22. Meu bisavô era judeu meus pais eram cristãos e eu me converti ao judaísmo ortodoxo por que quero trazer de volta essa minha origem que tanto amo. Gostaria de saber se o judaísmo ortodoxo moderno é aceito para fazer a allía. Mutio obrigado.

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    1. Se seu bisavô era judeu e seus pais cristãos, essa informação não serve para mais nada.

      Então se você se converteu procure a agência judaica, só eles vão poder te responder se a sua conversão tem valor ou não, se ela está ou não dentro dos ritos que Israel aceita para aliah.

      Abraços e boa sorte!

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  23. Olá, Yaheli, tudo bem?

    "Os sobrenomes judaicos também podem ser utilizados como prova, mas como normalmente não comprovam o grau de parentesco, vai da boa vontade do rabino, aceitar ou não. Que fique bem claro, sobrenomes judaicos são nomes como Berlinski, Cohen ou Rosemberg, não é esse papo furado de meu sobrenome é Pereira ou Silveira e eu sei que minha família era judia há 500 anos em Portugal, porque isso não vale nada, ok?"

    Tive o maior problema por causa disso quando tentei entrar no Taglit. A família da minha mãe é toda judia (incluindo ela), mas o sobrenome do meu avô materno, mesmo ele sendo judeu, é Soares (sobrenome de origem portuguesa) e consequentemente foi o sobrenome que veio para mim, somos sefaradis.Só consegui entrar porque arrumei a certidão de nascimento da minha mãe, que consta com o sobrenome mais "judaico" da minha avó: benzecry. Essa questão fica ainda mais complicada quando pensamos que há muito mais uniões entre mulheres judias e homens não judeus do que o contrário e no Brasil é o sobrenome do homem que fica.

    Não me refiro a você especificamente, mas de modo geral, sinto que há um certo preconceito com os judeus de origem ibérica (inclusive há uma confusão do termo, que é atualmente usado para designar judeus da África, quando era originalmente usado para se referir aos judeus espanhóis-portugueses). Você concorda?

    Entedi que você se referia aos descendentes dos judeus marranos (aqueles que foram forçados a se converter na época da Inquisição) no seu post, mas realmente ficou um pouco ambiguo, como se só sobrenomes askhenazi fossem válidos. Sobrenomes certamente de origem judaica são Cohen, Levi e outros diretamente do hebraico (ainda existe uma combinação de ambos). Outros são nomes de lugares, montanhas, pedras, árvores, profissões na língua local e podem ou não ser de judeus (no caso de askhenazis, com sufixos -ein, -mann, -er, -ski, -itz, -ov).

    De qualquer forma, parabéns pelo blog e desculpa pelo comentário longo. Abs

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    1. Olá,
      Que bom te ver por aqui mais uma vez.

      Se você entendeu que eu me referia "aos descendentes dos judeus marranos (aqueles que foram forçados a se converter na época da Inquisição)" então é sinal de que o texto não é tão ambíguo assim, certo?

      O texto não é histórico e não trata de sobrenomes, o texto exemplifica algumas formas de se conseguir certidão de judaísmo para fins de aliah. E nenhum sobrenome impede isso, seja ele Cohen, Berlinski ou Silva. Os sobrenomes form citados apenas como exemplo, ilustração do que pode o do que não pode ser feito.

      Até porque existem judeus convertidos e isso está no texto que define quem é judeu para fins de Aliah. Só que judeus convertidos não tem problemas em conseguir certidão de judaísmo, esse texto é para quem é descendente não sabe por onde começar a pesquisar.

      Aliás, acho muito estranha essa sua história de taglit relacionada a sobrenome, não é com base em sobrenomes que se obtém esse tipo de coisa, mas enfim.

      Não sei se existe preconceito contra quem quer que seja dentro da comunidade judaica, porque nunca estive inserida na comunidade judaica do Brasil, se você ler o blog vai compreender isso.

      Não pratico judaísmo, nunca pratiquei, se você vive nesse meio e sente preconceito deve saber mais do que eu sobre o que está falando. E se for, realmente eu lamento!

      Agora, eu acho que quem está um pouco confusa com os termos é você.

      Até onde eu sei, Sefafadi são os judeus da Península ibérica e que mais tarde foram para o Norte da África, sobretudo Marrocos e região. Marrocos que aliás constitui grande parte da cultura israelense atual.

      Na verdade, acho que o preconceito é da sua parte em fazer questão de provar que descende do sangue nobre da península ibérica e não dos Africanos.

      Nunca me preocupei com essa besteira de Sefaradi, Ashkenazi, Mizrachi, que diferença isso faz? Nunca achei que alguém se preocupasse com isso. Não são todos judeus? Com uma pequena variação de costumes, são todos judeus a meu ver.

      Ok, seu comentário está publicado. Você acha que ele super esclarece o meu texto, então pronto, pode ser feliz a partir de agora.

      Se desapega disso, porque isso não faz sentido nenhum.
      Abraços e boa sorte!

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