quinta-feira, 19 de julho de 2012

Supermercado

Não importa que estilo de vida você leve ou que tipo de pessoa você seja, gostando ou não, o supermercado é um lugar que cedo ou tarde você terá que visitar.

Ué? mas Israel não é cheio dessas feirinhas marroquinas? Não minha gente, como o próprio nome já diz, feirinhas  marroquinas são marroquinas, portanto devem ser encontradas em Marrocos, por aqui a coisa funciona como em qualquer país ocidental, na base do supermercado mesmo.

E antes que alguém pergunte, sim eu odeio supermercados! Mas fazer o que? É só mais um dos tantos males necessários da vida moderna.

Mas eis que é chegada a hora de descobrir como é um supermercado israelense. Vamos ilustrar com uma foto antes de continuar?

Meu marido numa das primeiras vezes que fomos a um supermercado aqui em  Israel

A foto acima é no estacionamento de um supermercado em Ashdod, primeira cidade que moramos em Israel. Agora me diz, parece com algum estacionamento de algum supermercado ou shopping do Brasil?

Pois é, o tal choque cultural de que tanto as pessoas falam quando mudam de país, em Israel normalmente é às avessas, aqui é muito mais comum você se chocar pelas semelhanças do que pelas diferenças.

Mas calma que nem tudo é tão igual assim. Primeira coisa realmente diferente dos supermercados são os carrinhos, aqui você precisa introduzir algo para soltá-los. E lá se foram uns cinco minutos até descobrirmos que esse algo era uma moeda de 5 shekels. 

Não, eles não cobram para usar o carrinho, quando você devolve o carrinho, você retira sua moeda, eles fazem isso para evitar que as pessoas deixem os carrinhos espalhados depois das compras. É um bom método! E depois com o tempo você descobre que dá para usar a chave, alguns chaveiros, enfim. 

Problema resolvido com o carrinho, hora de entrar e sentir na pele a "dor" do analfabetismo (rsrs)!

Claro que tudo estava em hebraico e óbvio que nós mal conhecíamos as letras (estudamos uns 15 dias antes de vir para cá), diante disso não preciso nem dizer o tamanho da Alegria que sente ao se reconhecer uma embalagem de batata Pringles, né? 

É, o processo de imigração é recheado de alegrias estranhas!

O que nos restou foi intuir o que havia dentro das embalagens, acreditar na boa-fé dos marketeiros que fazem os rótulos e desenvolver o nosso critério de seleção. Embalagem bonita a gente compra, embalagem feia a gente cheira, se o cheiro for bom a gente compra, se não tiver cheiro a gente deixa. 

E se o produto for bom como é que compra de novo? Tira foto de celular.
Nessa hora você entende porque logo que você chega em Israel você é praticamente obrigado a comprar um celular, porque você não sabe ler, você não sabe falar, mas foto você consegue tirar, e acredite, isso resolve uns 60% dos seus problemas por muito tempo.

Saldo das compras: alguns equívocos [ops, pensei que era biscoito, mas era chá, malditos marketeiros!], algumas gratas surpresas, algumas latas de Pringles e algumas coisas que são iguais no mundo inteiro, tipo laranja, maça, banana, pasta de dente etc.

Uma hora de supermercado e você volta para casa morto de cansaço e com a sensação de ter tido uma experiência única.



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